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Eleito em uma polêmica e tumultuada votação para conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), o deputado federal Zezéu Ribeiro (PT) afirmou nesta sexta-feira (30) ter ficado surpreso com a “traição” de parte da base governista – que votou no seu concorrente, o deputado estadual Carlos Gaban (DEM), no primeiro turno. “Nunca vi taxas de traição tão elevadas na minha vida política. Houve traição na primeira votação”, disse o petista, em entrevista ao programa Acorda pra Vida, da Rede Tudo FM 102,5. No primeiro turno, Gaban venceu por 28 votos a 27. No segundo, o placar foi de 35 votos favoráveis a Zezéu, 23 para o democrata e dois nulos, além de três abstenções, das deputadas Maria Luiza Orge (PSC) e Ângela Sousa (PSD), ambas ausentes da sessão ao longo de todo o dia, e Aderbal Caldas (PP). Durante a segunda parte do pleito, a oposição acusou parlamentares da base de tirarem foto das suas cédulas para comprovar que não traíram o governador Jaques Wagner (PT). Dois fatos foram citados pelos oposicionistas como comprovadores do ato ilegal: a demora em colocar o voto na urna e o reflexo de flashes. A denúncia foi considerada “vazia” por Zezéu. “Partiram para a perda do decoro parlamentar, foi uma cena horrível, a mais perversa cena no processo democrático. A formação deles é essa”, afirmou o deputado, em referência à confusão generalizada ocorrida no plenário. A oposição anunciou que tentará impugnar judicialmente a sessão. Aliado de Wagner, o presidente da Casa, Marcelo Nilo (PDT), prometeu abrir representação por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética da AL-BA contra os oposicionistas Elmar Nascimento e Paulo Azi, ambos do DEM, por terem fomentado a discussão.

Bahia Notícias