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Depois de viajar de automóvel mil quilômetros entre o Paraná e Brasília portando uma carta de renúncia ao seu mandato de deputado federal, o ex-vice-presidente da Câmara André Vargas deixou a capital federal, com destino ignorado, sem renunciar. Ele não entregou sua carta a ninguém. Ao contrário. Enquanto a BandNews noticiava que Vargas deixara uma carta em que promete se defender das acusações de ligações com o doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal, não havia confirmação na assessoria do parlamentar. O certo, porém, é que Vargas renunciou a renunciar já, optano por estender a duração de seu caso.

Vargas soube que a renúncia, a esta altura, não barraria uma investigação pelo Conselho de Ética da Câmara. “A palavra final será do presidente”, disse o presidente do Conselho de Ética, deputado Ricardo Izar, sobre o destino de Vargas, referindo-se a Henrique Alves (PMDB-RN). Diante da inutilidade política do gesto de renúncia, Vargas teria optado por seguir com o mandato para defender-se, etapa por etapa, das acusações tornada públicas de ter voado, com a família, em férias, num jato pago por Youssef.

Brasil 247